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Correio da noite


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Descrição Geral
 
Título: Correio da noite
Autora: Catarina lins
Lançamento: 23/06/2023
Formato: 14 x 21cm
Páginas: 84
ISBN: 978-65-88750-42-1
 

 
 
Sobre o livro:
 
Após um hiato de cinco anos, a finalista do Jabuti, Catarina Lins, apresenta agora seu novo trabalho, Correio da noite. Neste livro, a poeta retoma seus procedimentos de montagem, que chamam a atenção da crítica desde a sua primeira publicação, de modo a expandi-los, criando um jogo inédito de imagens entre filmes, fotografias, cartas e mensagens instantâneas, para contar, a alguém, alguma coisa. Essa indeterminação, tanto do destinatário quanto do assunto, nada prejudica a força dos poemas (ou seriam cartas entrecortadas? ou seriam ligações interrompidas?) de Correio da noite, que são eles mesmos interrompidos por uma narrativa em prosa, que aparece também fragmentada ao longo das páginas do livro. O que poderia soar como um hermetismo gratuito, ou um preciosismo da experimentação, no entanto, é estranhamente o que nos leva a um lugar muito reconhecível e, consequentemente, confortável. Isso acontece porque o grande desafio e também objetivo desse projeto, que assim se apresenta, é tentar contornar a promessa interrompida da enunciação, ao entender que toda a linguagem, mesmo que endereçada a um destinatário em silêncio, é sempre compartilhada.
 
Como nos lembra Leonardo Petersen Lamha, para Wittgenstein, “não existe linguagem privada”, afirmação que o crítico, ao analisar o novo livro de Catarina Lins, se vale para apontar que aprender uma língua “é aprender algo que foi compartilhado, é menos referencialidade que comportamento. Mesmo sozinhos falamos com as palavras dos outros. Este correio noturno consiste em uma obsessiva língua privada que contudo se recusa a admitir isso (...) Enquanto poiesis, a língua privada quer se comunicar. Assim ela salta da privacidade para o modo de endereçamento epistolar. O poema quer falar conosco, mas não quer nem pode abdicar da restrição e restringimento do que é dito a dois; ao mesmo tempo, sendo literatura, ele invoca a um e a todos os leitores como seus destinatários, sem nunca abdicar, em sua materialidade, da textura da privacidade.
 
Parece que estamos longe
quando estamos perto e
quando estamos longe
só parece
mais longe ainda,
como duas pessoas
que se conhecem há pouco
 
Uma afirmação que pode se referir tanto ao interlocutor silencioso quanto a nós. Se a literatura moderna nasce mesmo do espírito das cartas privadas e seladas, o poema de Catarina nasce da suspeita de que um mero ghosting, enquanto interrupção da conexão postal, pode ser profético.”

 


 

Sobre a autora:

Catarina Lins nasceu em 1990 em Florianópolis. É autora de Músculo (7Letras, 2015), Parvo Orifício (Edições Garupa, 2016), Na capital sul-americana do porco light (7Letras, 2018), e O teatro do mundo (7Letras, 2016), indicado ao prêmio Jabuti em 2018. Atualmente é estudante de doutorado na Universidade de Princeton

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