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Estúdio 50 (#05)

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Descrição Geral

Revista Estúdio 50
Número 04 | Ano 1 | Agosto de 2021
36 páginas

 

Nesta edição:

 

  • Pollyana Quintella entrevista André Capilé
  • Metodologia Elpenor, por Ismar Tirelli Neto
  • Três poemas inéditos de Carla Diacov
  • Três poemas traduzidos de Arsêni Tarkóvski, por Guilherme Gontijo Flores e Irineu Franco Perpetuo

 

Editorial

A primeira temporada da Estúdio 50 chega ao fim. Durante os cinco meses do projeto, experimentamos esse formato com o principal objetivo de ouvir e conversar com poetas. Seja na sala de entrevistas, seja na apresentação de seus poemas e projetos, ensaios ou traduções, a Estúdio 50 tentou se mostrar, sobretudo, aberta às contaminações do diálogo. No primeiro número, que lançamos em maio, os primeiros a entrarem no estúdio foram André Capilé e Ismar Tirelli Neto, e, para fechar esse ciclo, convidamos ambos os poetas para comparecerem, a seu modo, à edição de encerramento.

Capilé, que está lançando agora azagaia, é o entrevistado do mês, e se encontra com Pollyana Quintella em uma conversa que passeia não apenas pelo universo do livro mais recente, mas também por toda sua trajetória poética como sujeito. azagaia, que é um livro de muitas vozes, é também um projeto de fazer ouvir certas falas, principalmente aquelas que não passam pelo discurso oficial da história, ou seja, não encarnam documentos de existência. Por oposição ao peso da narrativa histórica, encontramos o lugar do mito, sempre rechaçado a oralidades e a escrituras marginais. É com o canto e com os ares mitológicos que as vozes de algumas crianças, recente e constantemente alvejadas pelo Estado brasileiro, se confundem com o projeto de formação do autor. azagaia não é necessariamente uma denúncia do silenciamento, mas também não se coloca contemplativo frente a um tempo e a uma história. É certo que, como o poeta defende na entrevista, seus poemas desenham modos distintos de lidar com a corrente distância entre palavras e coisas, mas rejeitam também uma cultura que aprisiona enquanto tende a significar tudo a qualquer custo. Esse elogio à opacidade, ao hermetismo, é uma maneira de não compactuar com um discurso identitário que se funda apenas enquanto anula e exclui aquilo que não consegue ser decodificado pela razão corrente.

Já Ismar Tirelli Neto assina o texto de abertura, no qual parte de Elpenor, “personagem decididamente menor” da Odisseia homérica, para falar também da opacidade quealgumas figuras deixam à mostra. É nessa atmosfera de segredo que Ismar propõe algo parecido com uma metodologia de acesso a esses personagens. Não apenas uma forma de leitura das narrativas que nos chegam sobre eles, mas sobretudo de escrita e acesso ao Outro, aquele cuja história sempre aparece de forma incompleta e quase intransmissível.

Essa edição conta ainda com a participação de Carla Diacov, que nos apresenta uma seleção de três poemas-ilustrações recentes e inéditos, além de um breve texto em que revela um pouco do seu processo de criação e escrita. Soma-se a isso os dois poemas de Arsêni Tarkóvski, traduzidos do russo por Irineu Franco Perptuo e Guilherme Gontijo Flores.

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