R$ 45,00
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Combo: livro Madame Leviatã e plaquete Na nossa pequena fábrica de ruínas.
Edição limitada.


SOBRE OS LIVROS


Madame Leviatã

Madame Leviatã é o terceiro livro de poemas de Rita Isadora Pessoa, que retoma, nessa nova obra, a discursividade cotidiana já explorada em A vida nos vulcões e Mulher sob a influência de um algoritmo, sempre cortada pela sua já característica sintaxe espacial.

Escrito nas “imediações das catástrofes naturais” da linguagem, o novo livro coloca seus leitores diante de uma sucessão imagética profusa, que oscila entre formas e temáticas míticas atemporais (atualizadas e trazidas para o presente) e o senso apocalíptico de um colapso iminente.

Enquanto a iminência do fim vai se construindo a partir do íntimo, e da escalada do desejo sobre as coisas que se destroem nas vozes dos poemas, tal trabalho com o lirismo não deixa de se ancorar e também apontar para uma intromissão do real. De acordo com a autora, os poemas que compõem a coletânea foram escritos, em sua maioria, entre 2016 e 2019, sinalizando um momento histórico de escritura marcado por um golpe democrático, pela ascensão de um fascismo não nomeado enquanto tal e os pródromos de pandemia global de proporções devastadoras.

O princípio que funciona como arquitetura dorsal de Madame Leviatã é a repetição: ora alentadora, ora infernal. A repetição enquanto costura — enquanto medula espinhal — dá notícias da própria figura que dá título ao livro: o Leviatã, monstro bíblico que, aqui, aparece enquanto figura atemporal e agourenta, irônica e inescapável, acenando o fim para que se iniciem outros tempos.


Na nossa pequena fábrica de ruínas

Partindo do primeiro verso de Madame Leviatã, livro de Rita Isadora Pessoa, “na nossa pequena fábrica de ruínas”, convidamos sete poetas brasileiras para apresentarem suas versões do fim do mundo.

Como sete cavaleiras do apocalipse, Estela Rosa, Camila Assad, Ana Guadalupe, Laura Assis, Anelise Freitas, Carla Diacov e Liv Lagerblad trazem nessa coletânea poemas distintos entre si, tanto no tema quanto na forma, mas que dialogam com a ideia da ruína cotidiana na qual estamos imersos.

Com exceção do poema de Estela Rosa, “Um rojão atado à memória”, publicado no seu livro homônimo que saiu pela editora 7 Letras em 2019, os trabalhos aqui apresentados são inéditos, a maioria deles feitos exclusivamente para essa publicação.